22 de novembro de 2012

Autores e seus Personagens: Heidi Kraft

Olá, pessoas que gostam de livros e blogs, tudo bem? Já faz algum tempo que falo de Autores e seus Personagens aqui no "Lembra Daquela História?". Lembram de Sir Ian Fleming? E de Arthur Conan Doyle?

Pois bem, lembrando deles, automaticamente, relembramos que é comum as criaturas (personagens) acabarem ganhando mais fama do que seus próprios criadores (autores).

Só para esclarecimentos, de fevereiro a setembro deste ano, mencionei nesta coluna literária vários autores e personagens da ficção, ou seja, personagens que ficaram mais famosos do que seus criadores e, por sua vez, autores que não se deixaram reprimir por suas criações. Contudo, desta vez, o caso é um tanto quanto peculiar. Veremos aqui, neste momento, autor e personagem num âmbito de mesma importância. Trago aqui hoje, Heidi Squier Kraft, autora de "A Regra Número 2".



A REGRA NÚMERO 2
 
Quando os filhos gêmeos da tenente-comandante Heidi Kraft tinham apenas um ano e três meses de idade, ela partiu em missão ao Iraque. Sua função, como psicóloga da Marinha dos Estados Unidos, era revelar feridas que cirurgião nenhum jamais veria. Kraft notou que alguns fuzileiros navais, e até mesmo alguns médicos, sofreriam danos na guerra que ela jamais conseguiria amenizar. E, às vezes, as pessoas eram curadas de maneira que ela jamais entenderia. A Regra Número 2 é um relato de primeira mão, que demonstra a tentativa de uma equipe médica em prover conforto em meio ao caos da guerra, e a dificuldade de manter-se são nela.

QUEM É HEIDI SQUIER KRAFT?

Ela é Ph.D. em psicologia clínica formada em 1996 pela San Diego School of Medicine, da Universidade da Califórnia. Ingressou na Marinha durante seu estágio na Duke University Medical Center, servindo como psicóloga clínica. Em fevereiro de 2004, quando seu casal de gêmeos tinha apenas um ano e três meses, foi designada para servir no Iraque, e lá ficou em missão por sete meses. Durante esse período, integrou uma Companhia Médica do Corpo de Fuzileiros Navais americanos. Regra Número 2 é um livro de memórias dessa experiência. Depois de nove anos de serviço, deu baixa da Marinha em 2005, e hoje trabalha na coordenação do Programa de Controle do estresse de Guerra em San Diego, Califórnia, onde mora com seu marido Mike, um ex-marinheiro, e os gêmeos, que não têm memória do tempo de sua mãe no Iraque.



De longe, muito longe, sentados no sofá da sala de estar, numa cadeira do Cyber Café ou de qualquer outro lugar sossegado, onde respira-se calmaria total, vemos a guerra exposta na tela do televisor. Nela vemos o sangue, os corpos, às vezes, ouvimos os gritos, mas nada se compara ao testemunho de Heidi S. Kraft. O testemunho dela em Regra Número 2 trata-se de uma esclarecedora visão da realidade da guerra moderna.

Os personagens são tão reais (junto com a autora em cena) que parecem pipocar na nossa mente o desespero, a dor, os problemas e as reflexões articuladas por cada um. Às vezes surgi uma piada em meio ao tumulto e, ao mesmo tempo, a pergunta: "como se pode rir numa hora dessas?".

Enquanto a autora cuida dos soldados (e de si mesma) somos bombardeados por momentos de filosofia e auto estima. Há heróis. Há aventuras. Há perdas. Há saudades. Há mortos, mas também há esperança. Afinal de contas é uma guerra. Sem dúvida, é um diário que merece ser lido; um dos livros mais impressionantes que já li. Com ele é possível chorar, rir e sentir orgulho das ações da Dra. Heidi Kraft em meio a guerra.

P.S. Confesso que levei um choque quando 
soube o que era a "regra número 2". E como é difícil aceitá-la!

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